domingo, 22 de agosto de 2010

Quando não chove

Quando reina o Sol,
Tão só, tão soberano
Sobre a terra,
A vida parece tão seca.
Parece até que ele seca
As flores e as borboletas.

Em toda a sua majestosa
Cor dourada,
Estende, o sol, as suas asas,
Como quem clama à Vida
Pela águas e cores da amiga.

E o olhar quente do sol
Já não brilha, fagulha:

Em solidão mais secreta,
O sol chora, a seco,
A saudade da Chuva.

domingo, 15 de agosto de 2010

Frio

O frio que corta a cidade
e a pele arrepia,
daria neve, daria
mais do vento,
mais dessa poesia.
O frio não sabe
a força da brisa,
que às vezes é branda
e soa bonita.

Fosse um frio que pensa
que nem todo canto em que entra
tem gorro, sopa e morada...

E sem pensar ele venta!

E não fosse essa dor gelada
que a canção não esquenta,
frio, que doce orquestra
nesse aconchego que inventa!