Quando reina o Sol,
Tão só, tão soberano
Sobre a terra,
A vida parece tão seca.
Parece até que ele seca
As flores e as borboletas.
Em toda a sua majestosa
Cor dourada,
Estende, o sol, as suas asas,
Como quem clama à Vida
Pela águas e cores da amiga.
E o olhar quente do sol
Já não brilha, fagulha:
Em solidão mais secreta,
O sol chora, a seco,
A saudade da Chuva.
guardei um verso verdadeiro da poesia de ser criança; não o lapidei inteiro: nele ainda dançam palavras de brinquedo que só em criança se sonha, que só se brinca a sério
domingo, 22 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Frio
O frio que corta a cidade
e a pele arrepia,
daria neve, daria
mais do vento,
mais dessa poesia.
O frio não sabe
a força da brisa,
que às vezes é branda
e soa bonita.
Fosse um frio que pensa
que nem todo canto em que entra
tem gorro, sopa e morada...
E sem pensar ele venta!
E não fosse essa dor gelada
que a canção não esquenta,
frio, que doce orquestra
nesse aconchego que inventa!
e a pele arrepia,
daria neve, daria
mais do vento,
mais dessa poesia.
O frio não sabe
a força da brisa,
que às vezes é branda
e soa bonita.
Fosse um frio que pensa
que nem todo canto em que entra
tem gorro, sopa e morada...
E sem pensar ele venta!
E não fosse essa dor gelada
que a canção não esquenta,
frio, que doce orquestra
nesse aconchego que inventa!
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