O lume que eu vejo na noite,
Queria acolhê-lo nas mãos
Em conchas, fechadas... Que sorte
Vagasse mais perto do chão.
Ah Vaga-lume, Pirilampo!
Bichinho que parece estrela!
Tão livre, no escuro, brincando,
Só mesmo porque tem lanterna.
Besourinho. Parece vindo
De um outro planeta, encantado.
Brinca de esconde, distraindo-me
No seu pisca-pisca esverdeado.
guardei um verso verdadeiro da poesia de ser criança; não o lapidei inteiro: nele ainda dançam palavras de brinquedo que só em criança se sonha, que só se brinca a sério
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Cançãozinha
Pegue na minha mão
E me faça girar,
Tal se eu fosse pião.
Quero ver o céu redondo,
Quero o impulso do sonho,
Tal se eu me fosse do chão,
Como se eu fosse voar.
Mas gire-me até que o seu olho
Confunda-me em torno do ar,
Me perca na sombra do vento,
Do vento que vento em seu rosto,
Num giro sem tempo e sem par.
E me faça girar,
Tal se eu fosse pião.
Quero ver o céu redondo,
Quero o impulso do sonho,
Tal se eu me fosse do chão,
Como se eu fosse voar.
Mas gire-me até que o seu olho
Confunda-me em torno do ar,
Me perca na sombra do vento,
Do vento que vento em seu rosto,
Num giro sem tempo e sem par.
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