Pegue na minha mão
E me faça girar,
Tal se eu fosse pião.
Quero ver o céu redondo,
Quero o impulso do sonho,
Tal se eu me fosse do chão,
Como se eu fosse voar.
Mas gire-me até que o seu olho
Confunda-me em torno do ar,
Me perca na sombra do vento,
Do vento que vento em seu rosto,
Num giro sem tempo e sem par.