Canta em mim um passarinho
que nasceu e fez seu ninho
sem pedir consentimento.
Pia alto, em euforia!
Ou bem baixo, e silencia
quando eu vivo um sofrimento.
Mas não me deixa
o meu passarinho!
Canta um grito, canta um pio
e me amanhece sol.
O meu sol de passarinho
abre, livre, os meus caminhos.
É livre o meu rouxinol.
guardei um verso verdadeiro da poesia de ser criança; não o lapidei inteiro: nele ainda dançam palavras de brinquedo que só em criança se sonha, que só se brinca a sério
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
A chuva
O que chove?
É chuva de vida
ou de pensamento?
Se chove tanto,
chovesse mais...
Mais que chuva,
mais que vento:
chovesse Céu.
Chovesse o Céu, eu voaria?
Ventaria feito papel?
Se eu voasse, nadaria?
Ou eu, pipa levada ao léu,
da chuva me encharcaria,
à mesma força que me nasceu?
Que chuva chove?
Se é de vida,
chovesse o Céu!
É chuva de vida
ou de pensamento?
Se chove tanto,
chovesse mais...
Mais que chuva,
mais que vento:
chovesse Céu.
Chovesse o Céu, eu voaria?
Ventaria feito papel?
Se eu voasse, nadaria?
Ou eu, pipa levada ao léu,
da chuva me encharcaria,
à mesma força que me nasceu?
Que chuva chove?
Se é de vida,
chovesse o Céu!
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