domingo, 14 de março de 2010

Rouxinol

Canta em mim um passarinho
que nasceu e fez seu ninho
sem pedir consentimento.
Pia alto, em euforia!
Ou bem baixo, e silencia
quando eu vivo um sofrimento.
Mas não me deixa
o meu passarinho!
Canta um grito, canta um pio
e me amanhece sol.
O meu sol de passarinho
abre, livre, os meus caminhos.
É livre o meu rouxinol.