domingo, 27 de junho de 2010

Bicho

Que é esse bicho
que ri e chuta o outro?
Reza e
tortura o touro?
Que joga o lixo
do seu lixo todo
onde há bicho,
onde há outro?
E pensa que fica limpo.
E pensa que é normal.
Esse bicho que anda solto
prende ave, assombra o sol.
Que é esse bicho
que não se conhece?
Não se reconhece
no seu igual...

O arco-íris

É aparecer o arco-íris e eu volto a ser criança: deixo refletir na íris todo o encantamento da infância. Onde começa? Onde termina? “Isso não importa...!” Ahhh, sim, importa, sim! Isso é o mundo atrás da porta, o mistério que cultivo em mim. Aonde ele chega deve ter mar, pois se tiver e se mistura às águas, olha o colorido que dá toda a beleza que deságua! Quantas cores ele anuncia? Sete? Eu já nem sei. Já vão além da retina... Já vão além do prazer! Como roda de crianças... juntinhas... reinventando o viver!

nas nuvens

Um dia desses, agito e acho um dia bem bonito! Pra um sonho de brilho raro, um dia de céu bem claro: um dia de andar nas nuvens. Se quiseres, claro, vens! Se vieres, mais quero ir a um céu de sonho dourado, macio, suave, encantado, num dia de brilho raro, no vem lá que eu sempre quis! Se vieres, já te digo que sonhos sempre me vem... Mas há quem diga que eu vivo com o pensamento nas nuvens, e sonhos não fazem bem. Se eu vou sozinha, até fico; se fores, volto contigo e a gente pensa num bis. Um dia desses, consigo! E eu vou te levar comigo no vem já de ser feliz!